Eu não sou pessoa de ter muitos perfumes, e não chego ao ponto de ter um perfume para o Verão e outro para o Inverno. Primeiro porque não tenho o hábito de pôr perfume regularmente; segundo porque a maior parte das fragrâncias me fazem ter uma dor-de-cabeça instantânea (obrigada pelos óptimos genes pai!!); e em terceiro mas não menos importante, não tenho muita paciência para andar a cheirar perfumes nas lojas. Normalmente o meu perfume “da vez” permanece igual por bastante tempo – como é o caso do Black XS que já uso à bastante tempo.

Mas, ainda assim, hoje fui à Expo com umas colegas, almoçámos no Vasco da Gama e a I. quis ir à Sephora. Acabei por andar a ver alguns perfumes e experimentei e adorei o Loverdose da Diesel. O frasco é giro e faz-me lembrar aqueles frascos que contêm alguma poção mágica de amor como nos contos de fadas. Mas, sinceramente, não é muito fácil de manusear. Andei um bocado à guerra com ele no meio da loja!
Ainda assim, já sei qual é o meu próximo perfume… Daqui a muito tempo, já que o meu Black XS ainda tem muito para usar.
A maior parte das mulheres adora ir às compras. Novidade? Nem por isso. Porquê? Isso é conversa que já dá muito pano para mangas. Mas, resumindo e baralhando, podemos dizer que muitas mulheres sentem “necessidade” de comprar quantidades infindáveis de roupa porque se querem sentir bonitas ou porque sofrem da síndrome “não tenho nada para vestir”.

Todas passamos por isso, disso não há dúvida alguma mas, no fundo da questão isso acontece em demasia devido às compras compulsivas e mal pensadas. É uma pescada de rabo na boca: não nos sentimos bonitas nem temos nada para vestir logo vamos comprar algo que nos faça sentir bonitas e que nos dê a ilusão de que finalmente temos algo que nos fique bem; disto resulta um armário com peças pouco coordenáveis entre sí e que, na maioria das vezes, não reflectem quem somos porque afinal comprámos num momento de “desespero” e em que nos sentiamos pouco felizes. Umas semanas a seguir, voltamos ao ponto inicial: armário cheio de roupa e nada para vestir. Com isto não estamos a tratar a “doença” mas sim a amenizar os “sintomas” ou, se quiserem, não estamos a aprender a pescar… estamos de boquinha aberta à espera que nos dêem o peixinho à boca.
Ninguém está a acusar ninguém ora não fosse uma situação pela qual já todas passámos. Por outro lado, poucas são aquelas que vêem a luz ao fundo do túnel. E, acreditem, desta luz não é preciso ter medo e correr na direcção contrária!

A solução passa por filtrar as roupas que temos, perceber o que nos assenta bem (dicas aqui e aqui e uma biblioteca infindável pela internet fora), as cores que nos ficam melhor, as que gostamos mais de usar, encontrar as silhuetas que mais gostamos e fazer uma limpeza ao guarda-roupa. O que está estragado, lixo. O que não nos assenta bem, mandar arranjar se valer a pena ou dar a uma amiga (sempre podem arranjar um grupo de amigas, cada uma leva as roupas boas que já não quer e fazem uma troca de roupas enquanto põe o corte-e-costura em dia). No fim, quando tiverem a percepção das roupas que enchem o vosso armário, só têm de pôr mãos à obra e toca a brincar de bonecas. Conjuguem peças, tirem fotos dos resultados que gostam e tenham-nas a jeito para os dias em que “não têm nada para vestir”. Em cada estação, façam uma lista de poucas peças-tendência que se conjuguem bem com as coisas que já têm caso queiram seguir a moda. Se virem que vos falta um básico ou outro, façam uma lista e comprem só o que vos falta.
Tentem fazer “challenges” como os que vemos por aí: o 30 peças em 30 dias (em que escolhem previamente 30 peças – incluíndo acessorios – e só podem usar essas peças durante um mês), o 6 items or less, escolham uma semana em que não podem usar calças, um mês em que só podem usar vestidos (ex: Dressember); semanas “temáticas” como preto&branco, inspirações em filmes como o Sexo e a Cidade (como a blogger do Um Ano Sem Zara).

Seguir a moda exaustivamente… Está fora de moda! As pessoas esquecem-se que se devem sentir bem consigo próprias e com o que têm vestido. Já dizia Coco Chanel que “a moda passa mas o estilo é eterno”. Devemos trabalhar o nosso olho crítico em relação às tendências e perceber o que nos fica realmente bem e o que é a nossa cara. E, claro está, não nos devemos deixar levar.
Ainda assim, se gostam de seguir as tendências, tentem apostar em poucas peças-chave – como já tinha dito. A primeira preocupação é construir um armário cheio de boas peças intemporais. Depois, em cada estação, podemos procurar um ou outro acessório e uma ou outra peça mais dentro das tendências. Pensem bem… Até poupam dinheiro para além de se manterem fieis a vocês próprias, seguirem a moda e acalmarem a crise do “não tenho nada para vestir”!
Tenho aplicado estes mesmos conselhos já por alguns meses e estou para fazer este post à bastante tempo. Claro que tenho dias (raros) em que acho que não tenho nada para vestir, e há dias em que me apetece atacar o shopping mais perto de casa (não ter dinheiro também ajuda… quem não tem dinheiro, não tem vícios já diz o ditado). Mas, por outro lado, a “privação” acabou por me fazer perceber o tipo de peças que realmente gosto, o que me fica bem e, acima de tudo, que não preciso urgentemente de nada – pelo menos não ao ponto de andar a trepar paredes! Volta e meia sabe bem dar um “miminho” a mim própria, ou recebê-lo de alguém mas, no final, podem acreditar que se vão sentir muito melhor na vossa própria pele e em paz com o vosso armário!